lunes, 13 de abril de 2009

Letras ABADA Capoeira - Mestre Cobra

Acá les dejamos las letras del disco nuevo de ABADA Capoeira, Mestre Cobra. Las canciones que están en esta entrada son las siguientes:

-Guerra do Paraguai
-Nego vai
-Capim amassado
-Estrela que brilha no céu da Bahia
-Dendê
-Madeira boa
-Jogo dos grandes Mestres
-Abalô Cachoeira
-Baraúna caiu
-Sonho de menino
-Rio de Janeiro
-Tem cobra enrolada no toco
-Apartheid
-Angola eê
-Sinhá
-Areia do mar
-Velente Besouro
-Ê Idalina

Para ver las letras completas hagan click en Read More!



Guerra do Paraguai

Na guerra do Paraguai
uma raça se destacou
na destreza e na coragem
muitas glórias conquistou
Havia um negro
o nome Negro Tião
foi pra guerra voluntário
em troca de liberdade
No patanal
a batalha do Tuiuti
Guarani Cerro Corá
ele mostrou o seu valor
Na negativa
rasteira, rabo de arraia
faca de ponta, zagaia
foi ganhando promoção
Mas quis a sorte
e uma lança certeira
o roubou a derradeira
esperança de liberdade
Sangue correu
em pantanais paraguaio
em mais uma terra estranha
um corpo negro tombou
E o seu sangue
não era preto, nem escravo
nem azul, nem de outra cor
Era vermelho
que se espalhou como vento
trazendo um forte alento
para o povo brasileiro
Camaradinha...


Nego vai

Vai nego, nego vai
Lutar pela sua gente no Paraguai

Vai nego, nego vai



Capim amassado


Capim massado
o bicho deitou

Capim massado

O bicho deitou



Estrela que brilha no céu da Bahia

Estrela que brilha no céu da Bahia
que brilha no céu da Bahia, me guia
Estrela

Estrela que brilha no céu da Bahia
que brilha no céu da Bahia, me guia

A noite na Bahia
brilha cada vez mais
no chão daquela terra
Seu Bimba descansa em paz
Estrela

Apontando para a estrela
no leito abandonado
Mestre Pastinha disse
eu vou brilhar do teu lado
Estrela

O seu clarear tão forte
clareava o terreiro
onde Seu Waldemar
tocava Gunga voizeiro
Estrela

Estrela que iluminava
fazenda do senhor
ilumina o caminho
me leva a Salvador
Estrela

Eu vou pela barra fora
na volta que o mundo dá
estrela que me conduz
brilha no céu de lá
Estrela



Dendê


Dendê, Dendê
lálá e lá, lálá e lá
ô dendê

Dendê, Dendê
lálá e lá, lálá e lá

Levou rasteira
balançou, caiu no chão
se perde a cabeça
também perde a razão
ô dendê

Pro capoeira
que não joga, só estranha
pois acredite
se bater, também apanha
ô dendê

O capoeira
já nasce natural
com manha e malícia
não seja artificial
ô dendê

Quando treinar
ponha na consciência
seja capoeira
não viva de aparência
ô dendê

No jogo duro
com malícia e com mandinga
olho no olho
cuidado, mantenha a ginga
ô dendê



Madeira Boa

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata aê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Vou esperar a lua voltar
Eu quero entrar na mata aê
Eu vou tirar madeira boa
Pro meu berimbau fazer

Madeira boa é como amizade
Mas é difícil de se encontrar
A amizade eu guardo no peito
E da madeira vou fazer meu berimbau

Se Mestre Bimba estivesse aqui
Pra me ensinar a escolher madeira
Eu entrava agora na mata
Tirava Ipê e Pau Pereira

A noite vem eu entro na mata
Lua clareia, vou procurar
Jequitibá e maçaranduba
O guatambu eu devo achar

Na velha África se usava o Ungo
Nas grandes festas religiosas
O Kingenge é um dialeto Umbundo
É o berimbau que conquistou o mundo

Na lua cheia vou colher os frutos
e na minguante eu tiro a madeira
vou pra fazer o meu berimbau
vou pra tocar na capoeira




Jogo dos grandes Mestres

Foi no Bairro da Lapinha
Que a velha guarda se encontrou
Estava lá
Waldemar, Cobrinha Verde
João Grande, João Pequeno
Traíra e Maré
E era Angola
jogo que imperava
a mandinga e a negaça
a vitória do saber
E Waldemar
tocando seu berimbau
mandou uma ladainha
todos prestaram atenção
Fez louvação, cantou corrido
foi que a roda começou
Rabo de arraia
negativa de angola
jogo em cima, jogo em baixo
capoeira pra valer
e quem olhou
nao pôde mais esquecer
jogo dos grandes Mestres
que acabou de acontecer
camaradinha...


Abalô Cachoeira

Abalô Cachoeira, abalô
Abalô deixa abalá

Abalô cachoeira, abalô



Sonho de menino

Cantando as estrelas do céu, do céu, do céu
eu revi o meu destino
cada estrela era um passo meu para buscar
o meu sonho de menino

Cantando as estrelas do céu, do céu, do céu
eu revi o meu destino
cada estrela era um passo meu para buscar
o meu sonho de menino

Mas quando eu era menino
sonhava em ter um abadá
uma corda na cintura, segura
e um berimbau pra tocar

Eu posso ser um sonhador
ter muita imaginação
mas com a força da capoeira, tocando meu berimbau
tenho os meus sonhos nas mãos

Mas o tempo vai passando
continue na sua peleja
um dia se Deus quiser, vem pro Rio de Janeiro
buscar sua corda vermelha

Mas o tempo foi passando
continuei na minha peleja
vim pro Rio de Janeiro, treinei, me dediquei
peguei a minha corda vermelha



Tem cobra enrolada no toco


Tem cobra enrolada no toco
abre o olho seu moço
abre o olho seu moço
abre o olho seu moço

Tem cobra enrolada no toco
abre o olho seu moço
abre o olho seu moço
abre o olho seu moço

A cobra na capoeira
é um sinal de perigo
peçonhenta e traiçoeira
abra o olho meu amigo

Pode ser a cascavel
Cobra Coral, Jaracuçu
mas o bote mais cruel
é a tal da Urutu

Urutu Cruzeiro
deste nome não se esqueça
é preta de corpo inteiro
e tem uma cruz na cabeça

Pensei que foi Sucuri
Jararaca é que não foi
agora acabei de ver
A Urutu matou meu boi



Apartheid

Antigamente
o negro era acorrentado
vivia escravizado
sem ter paz na sua vida
E de repente
acabava a escravidão
o negro é solto em liberdade
sem ter muita informação
Mas e agora
o que é que eu vou fazer
eu tenho que sobreviver
e não sei ler nem escrever
Vou trabalhar no cais
para o meu filho estudar
quem sabe algum dia
conseguir se afirmar
Depois de tanto sofrimento
vejo que tudo foi em vão
pois o negro é mau olhado
pela discriminação
Ô vejam só a minha terra
que eu não tenho mais direito
esse tal de Apartheid
só aumenta o preconceito
Isso que é a liberdade
a maneira de dizer
eu agora sou escravo
de um outro tipo de poder



Angola eê


Angola eê
Angola eê, Angola

Angola eê
Angola eê, Angola



Sinhá

Chama dona sinhá na casa grande
Chama dona sinhá na casa grande
Ô Dona Sinhá

Chama dona sinhá na casa grande
Chama dona sinhá na casa grande

Perfume de lavanda
era o cheiro do lençol
o negro de Luanda
cortando a cana debaixo do sol
Ô Dona Sinhá

Na beira do riacho
o canto da lavadeira
recôncavo baiano
fazenda canavieira
Ô Dona Sinhá

De outubro a fevereiro
a colheita acontecia
o escravo trabalhava
o senhor do engenho enriquecia
Ô Dona Sinhá

Cascata de sangue jorrando
amarrado ao tronco a noite inteira
capataz capturou
o negro na capoeira
Ô Dona Sinhá


Areia do mar

Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar

Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar

Onda que quebra na praia
quebrava no casco do navio
navio que trouxe de Angola
o negro para o Brasil

Vagando sobre o mar
chegava o tumbeiro
trazendo negros de batalha
de espírito guerreiro

Me conta de Pastinha
e de Bimba por favor
seu Pastinha na marinha
Mestre Bimba estivador

Areia que leva e traz
histórias de algibeira
vou visitar o Pero Vaz
aprender a história da capoeira

Dia dois de fevereiro
Bahia me chamou
lavagem do Bonfim
cidade de Salvador



Valente Besouto


Nem todo valente se chama Besouro
Nem todo valente se chama Besouro
Chama Besouro

Nem todo valente se chama Besouro
Nem todo valente se chama Besouro

Quem trança atabaque peleja no couro
nem todo amarelo é ouro
nem tudo que sobe desce
nem todo valente se chama Besouro
Chama Besouro

Hoje é dia de festa
teve missa e procissão
a roda é na praça da igreja
valentia hoje não
Chama Besouro

De longe vejo o cortejo
o santo vem no andor
quem quiser pagar promessa
pague pra Nosso Senhor
Chama Besouro

Ontem era, hoje não é
nem tudo que balança cai
berimbau tocou sereno
mandinga e molho meu rapaz
Chama Besouro

O toque do gunga diz
tudo tem hora e lugar
quem sabe na academia
é melhor de vadiar
Chama Besouro



Ê Idalina

Ê Idalina, ê Idalina

vem jogar capoeira

Idalina, ina

Vem mostrar seu gingado

Vem tocar berimbau

Vem tocar o pandeiro

Idalina vem pra roda
vem mostrar o seu gingado
o toque do berimbau
que lhe fez o chamado

Ê Idalina, ê Idalina

Seu tabuleiro na praça
todo mundo já conhece
quem te vê jogar na roda
eu sei que nunca esquece

Também chame Catarina
que é pra te acompanhar
Idalina não te esqueças
todos querem ver jogar


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